Empresa de transporte escolar do governo anterior assume serviço em Caratinga

Por Rádio Cidade

31/03/2025 às 07:14

A Prefeitura de Caratinga acatou determinação do Ministério Público e cancelou os contratos com a Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) alvo de investigação da Polícia Civil no escândalo das fraudes licitatórias do governo. As fraudes que totalizavam R$ 38 milhões estavam concentradas, conforme a investigação, na secretaria de Educação.

 

 

Segundo o prefeito Dr. Giovanni, a empresa que prestava serviço de transporte escolar até esta semana não tem mais vínculo com a prefeitura. A partir da próxima segunda-feira (31), a empresa licitada pela administração anterior, cujo contrato havia sido suspenso, irá transportar os alunos até que nova contratação seja feita.

 

 

 

Outra preocupação é quanto à merenda escolar. De acordo com o prefeito, há estoque de alimento para trinta dias apenas e uma nova empresa também precisa ser contratada para prosseguir com o fornecimento da alimentação dos alunos da rede municipal de ensino.

 

 

Operação Forasteiros
A Polícia Civil segue analisando as provas colhidas na operação que envolveu mais de 70 policiais em diferentes cidades para apreender documentos, computadores e telefones e também prender temporariamente os suspeitos de envolvimento em fraudes licitatórias. De acordo com o delegado Luiz Eduardo Gomes, as provas são robustas e apontam para uma organização criminosa que se instalou em cargos de primeiro escalão da prefeitura de Caratinga para se beneficiar financeiramente.

 

Entre os investigados está o ex-assessor executivo do prefeito e ex-secretários de Fazenda e Educação. Dias antes da operação Dr. Giovanni exonerou 11 pessoas do governo municipal e, agora, tenta reconstituir os quadros da administração.

 

A investigação identificou esquemas relacionados a uma empresa de Juatuba, cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Praticamente todos os suspeitos são de fora do município. O prefeito nega participação nas ilicitudes.

 

 

Veja entrevista com Dr. Giovanni: