O Tribunal do Júri de Caratinga condenou a 47 anos de prisão, o autor do assassinato de Caroline Alexia Ferreira Mota, de 25 anos, conhecida como “Saory”. O julgamento ocorreu na noite dessa quinta-feira (09) no Fórum Desembargador Faria e Souza, em Caratinga.
O caso, que chocou a região, ocorreu em 19 de novembro de 2024. Inicialmente, o acusado tentou enganar as autoridades simulando que Saory havia tirado a própria vida por enforcamento. No entanto, o trabalho minucioso da Polícia Civil e os laudos do Instituto Médico Legal (IML) desmascararam a farsa, comprovando que a causa da morte foi, na verdade, estrangulamento.
As investigações apontaram que o casal mantinha um relacionamento conturbado de cerca de quatro meses, marcado por episódios de violência doméstica. Dois dias antes do assassinato, Saory já havia sido agredida fisicamente pelo companheiro.
O promotor de justiça, Dr. Henry, detalhou os elementos que levaram à condenação. Segundo ele, as marcas no pescoço da vítima foram cruciais para diferenciar o crime de um suicídio.
Outro ponto determinante foi a presença de material genético do agressor sob as unhas de Saory. A perícia constatou tecido epitelial do réu, provando que a jovem lutou bravamente pela vida antes de ser morta.
O promotor também elogiou o trabalho das delegadas Naiara e Tatiana, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Caratinga, cuja investigação foi classificada como exemplar.