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Menopausa: Anvisa aprova registro de medicamento não hormonal contra fogachos

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Veoza (fezolinetanto), uma terapia não hormonal inédita voltada ao tratamento das ondas de calor e suores noturnos de intensidade moderada a grave.

 

 

 

 

 

O fezolinetanto não contém estrogênio nem progesterona. Ele atua bloqueando a ligação da neurocinina B no hipotálamo, a região do cérebro responsável pelo controle térmico do corpo. Uma maneira didática de explicar é: ele funciona como se ajudasse a recalibrar o termostato do cérebro, que se torna desregulado pela queda do estrogênio.

 

 

 

O novo medicamento não substitui a terapia de reposição hormonal da menopausa, mas amplia as possibilidades de tratamento nessa fase. A terapia atende a uma necessidade crítica, especialmente para mulheres com contraindicações à reposição hormonal clássica, como as com câncer de mama, que já tiveram doenças cardiovasculares, que apresentaram efeitos adversos ou resposta inadequada ao tratamento hormonal.

 

 

A aprovação do medicamento envolveu mais de 3 mil pacientes e demonstrou eficácia na redução da frequência e intensidade dos fogachos, além de melhorias na qualidade do sono.

 

 

 

Dados indicam que 36,2% das brasileiras entre 40 e 65 anos sofrem com sintomas vasomotores intensos, índice muito superior à média global de 15,6%.

 

 

 

H

Anvisa autoriza produção nacional de vacina contra chikungunya pelo Instituto Butantan

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nessa segunda-feira (4) a fabricação local da vacina contra a chikungunya do Instituto Butantan, batizada de Butantan-Chik. Desta forma, a versão feita no Butantan do imunizante – desenvolvido em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva – está liberada para uso no Brasil e poderá ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS). O público-alvo são pessoas de 18 a 59 anos.
 
A vacina da chikungunya foi aprovada pela Anvisa em abril de 2025, tendo as fábricas da Valneva como locais registrados de produção. Com o novo parecer, o Instituto Butantan passa a ser oficializado como local de fabricação e pode desenvolver parte do processo produtivo em suas fábricas com a mesma qualidade, segurança e eficácia.
 
Trata-se da mesma vacina, mas formulada e envasada no Brasil. A aprovação da produção local representa um importante passo na transferência de tecnologia entre as instituições, além de facilitar a incorporação do imunizante ao SUS.
 
“Mais um marco importante para o Instituto Butantan e para a saúde da população. Ao executar a maior parte do processo de fabricação, o Instituto Butantan, por ser uma instituição pública, poderá entregar a vacina com um preço menor e mais acessível, com a mesma qualidade e segurança”, afirma Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan.
 
A vacina contra chikungunya foi avaliada em 4 mil voluntários de 18 a 65 anos nos Estados Unidos. Segundo os resultados publicados na The Lancet em 2023, 98,9% dos participantes produziram anticorpos neutralizantes. O imunizante foi bem tolerado e demonstrou um bom perfil de segurança, com eventos adversos leves e moderados, sendo os mais relatados dor de cabeça, dor no corpo, fadiga e febre.

H