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Investigação de fraude no concurso público da Prefeitura de Piedade aponta para esquema em outros Estados

 

A investigação da Polícia Civil sobre possível fraude no concurso público realizado em Piedade de Caratinga, em maio deste ano, está apontando para um esquema muito maior, com atuação fraudulenta em ao menos três estados: Minas Gerais, Pernambuco e Bahia.

 

 

Nesta quarta-feira (08), a equipe da Delegacia Regional de Caratinga coordenou o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos, estiveram quatro escritórios de advocacia, a Câmara Municipal de São José da Lapa/MG, a Prefeitura Municipal de Piedade de Caratinga/MG, a sede do Instituto de Educação e Saúde Pública (IESP) e as residências dos investigados.

 

 

Também foram expedidos quatro mandados de prisão preventiva, sendo três cumpridos. Foram presos o advogado de Caratinga, o vereador da Câmara Municipal de São José da Lapa/MG e um Policial Militar do Estado da Bahia, mas residente em Caruaru/PE. O presidente do instituto é considerado foragido.

 

 

 

 

O delegado regional Ivan Salles fala sobre a atuação dos alvos da segunda etapa desta operação.

 

 

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O Instituto de Educação e Saúde Pública (IESP) apresenta-se como uma associação sem fins lucrativos e aproveita a legislação para ser contratado pelos municípios com dispensa de licitação. Conforme o delegado Ivan Salles, o instituto oferecia facilitação na aprovação de pessoas indicadas pelos prefeitos e servidores públicos do alto escalão municipal.

 

 

 

 

O prefeito de Piedade de Caratinga, Adolfo Bento, recebeu policiais civis em sua residência na manhã de hoje (08). Ele disse que nada foi levado e está à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento, como pessoa ou como prefeito. O concurso público foi suspenso por Adolfo Bento até o fim das investigações.

 

A Polícia Civil começou a acompanhar o caso quando interveio na realização do concurso de Piedade, em maio, digitalizando os gabaritos dos candidatos para garantir a lisura do pleito. Contudo, após tomar ciência da atuação da polícia, um membro do instituto encaminhou, dois dias antes da realização do certame, a prova e o gabarito. A intenção era garantir a aprovação de um advogado, de um dentista e de uma enfermeira.

 

 

O advogado beneficiado teria sido o responsável pela contratação do instituto, utilizando-se do cargo de Procurador Geral, que exercia na época dos fatos, sendo o principal interlocutor entre o município de Piedade de Caratinga e a banca examinadora.

 

 

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (08) foram apreendidos documentos, computadores, celulares e R$ 10 mil em espécie.

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