Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Veoza (fezolinetanto), uma terapia não hormonal inédita voltada ao tratamento das ondas de calor e suores noturnos de intensidade moderada a grave.

O fezolinetanto não contém estrogênio nem progesterona. Ele atua bloqueando a ligação da neurocinina B no hipotálamo, a região do cérebro responsável pelo controle térmico do corpo. Uma maneira didática de explicar é: ele funciona como se ajudasse a recalibrar o termostato do cérebro, que se torna desregulado pela queda do estrogênio.
O novo medicamento não substitui a terapia de reposição hormonal da menopausa, mas amplia as possibilidades de tratamento nessa fase. A terapia atende a uma necessidade crítica, especialmente para mulheres com contraindicações à reposição hormonal clássica, como as com câncer de mama, que já tiveram doenças cardiovasculares, que apresentaram efeitos adversos ou resposta inadequada ao tratamento hormonal.
A aprovação do medicamento envolveu mais de 3 mil pacientes e demonstrou eficácia na redução da frequência e intensidade dos fogachos, além de melhorias na qualidade do sono.
Dados indicam que 36,2% das brasileiras entre 40 e 65 anos sofrem com sintomas vasomotores intensos, índice muito superior à média global de 15,6%.
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O programa de hoje traz um tema que gera dúvida e insegurança em várias mulheres que entram na fase da menopausa, o nível de segurança da reposição hormonal. O apontamento de estudos para maior risco de cânceres, estimulados pelos hormônios da reposição, levam algumas mulheres a desistirem do tratamento. Mas é preciso entender melhor quando o risco é DE FATO aumentado. Afinal, as decisões no cuidado com a saúde não devem ser baseadas no medo, mas na informação correta.
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