Kauê Ferreira da Silva e Maria Eduarda Magalhães Vitorino foram condenados pelo Tribunal do Júri da Comarca de Inhapim pela morte do médico Paulo Barros, ocorrida em outubro de 2024. Kauê foi sentenciado a 40 anos de reclusão. Maria Eduarda a 21 anos. O julgamento foi realizado nessa segunda-feira (22).
O médico oftalmologista Paulo Francisco Correa de Barros foi assassinado no sítio de sua propriedade, no Córrego Boa Sorte, zona rural de Inhapim. Na época, tinha 71 anos.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Kauê, então caseiro da propriedade, e Maria Eduarda, agiram juntos para matar a vítima. Dr. Paulo Barros foi morto com disparo de arma de fogo e agressões físicas, inclusive com emprego de facão.
As investigações apontaram que, após o homicídio, os acusados também teriam alterado artificialmente a cena do crime para dificultar a apuração, além de subtraírem a arma de fogo pertencente à vítima.
No julgamento foram apresentados laudos periciais, depoimentos de testemunhas e imagens captadas pelo sistema de monitoramento da propriedade. As imagens mostraram que o médico chegou a sair armado da casa, mas foi desarmado por Kauê, que efetuou o primeiro disparo. A companheira do caseiro, que segurava o filho do casal no colo, desferiu golpes de facão na cabeça da vítima.

Sentenças
Kauê Ferreira foi condenado por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima), com incidência da causa de aumento de pena em razão da vítima ser pessoa idosa, além dos crimes de fraude processual majorada, furto qualificado e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.
Maria Eduarda Magalhães Vitorino foi condenada pela prática de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima), também com incidência da causa de aumento relacionada à condição de pessoa idosa da vítima, bem como pelo crime de fraude processual majorada.
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O Casal acusado de assassinar o médico oftalmologista, Paulo Barros, em outubro do ano passado em Inhapim, foi preso nesta segunda-feira (13) no Rio de Janeiro. Kauê Ferreira da Silva, de 27 anos, e sua mulher, Maria Eduarda Magalhães Vitorino, de 18 anos, estavam foragidos e foram encontrados nesta segunda-feira (13) em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, durante uma ação de combate a atividades da milícia. A informação foi divulgada pelo promotor de Justiça, Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, que atua no caso junto à 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Inhapim.
Segundo a polícia, o casal chegou ao Rio pouco depois do crime praticado em um sítio em Inhapim e se mantinha escondido em uma tentativa de escapar da Justiça. Os mandados de prisão preventiva foram expedidos pela 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Inhapim.
O CASO
O médico oftalmologista, Paulo Francisco Corrêa de Barros, de 71 anos, foi assassinato em seu sítio em Inhapim, no dia 27 de outubro de 2024. A investigação apontou que a motivação do crime foi uma discussão entre o médico e o caseiro, devido a insatisfação do idoso com o trabalho do empregado.
Durante o desentendimento, o médico foi visto saindo de sua casa com uma arma de fogo, mas foi surpreendido pelo caseiro, que lhe tomou a arma durante uma luta corporal enquanto a vítima estava de costas. Um disparo foi registrado pelas câmeras de segurança, provavelmente no momento em que o caseiro conseguiu desarmar a vítima.
A situação se agravou com a participação da companheira do caseiro, que se juntou à agressão, desferindo socos e chutes contra o médico. Em seguida, ela foi até a residência da vítima, pegou um facão e voltou para golpear a cabeça da vítima por diversas vezes. Após os golpes, o médico tentou caminhar até sua casa, mas foi novamente atacado.
Após o assassinato, o casal fugiu levando a arma de fogo da vítima. Ambos estavam foragidos desde a decretação da prisão preventiva.
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A Polícia Militar já tem os possíveis suspeitos envolvidos no assassinato do oftalmologista de Caratinga, Paulo Francisco Correia de Barros, de 71 anos. O médico foi encontrado morto na manhã dessa segunda-feira (28) em um sítio próximo de Inhapim. O corpo apresentava marcas de tiros no peito e na coxa.
De acordo com a PM, a secretária da vítima compareceu na manhã de ontem no quartel dos militares relatando que no domingo ela teria recebido uma mensagem da vítima pedindo por socorro e, desde então, não conseguiu mais contato com ele. Quando a equipe policial foi até local encontrou a vítima sem vida.
A perícia técnica constatou que a vítima possuía duas perfurações provenientes de projéteis de arma de fogo, sendo uma na parte esquerda do peito e outra a coxa direita, além de ferimentos diversos na cabeça provenientes de faca.
Foi apurado ainda que a vítima não estava satisfeita com os serviços que estavam sendo prestados pelo caseiro, um rapaz de 27 anos, recém contratado.
Câmeras de segurança registraram que houve uma discussão entre o caseiro e a companheira dele, de 18 anos, e que evoluiu em luta corporal. A vítima estava de posse de uma arma de fogo e o suspeito conseguiu desarma-la e atira em sua direção.
O casal não foi localizado até o momento.
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